Terapia cognitiva para o idoso com Alzheimer

 

 

          Os principais objetivos do tratamento da doença visam estimular e/ou manter as capacidades mentais, fortalecer as relações sociais, dar segurança e aumentar a autonomia do paciente, estimular a identidade e autoestima, minimizar o stress e evitar reações psicológicas anormais, melhor o rendimento cognitivo e funcional, aumentar a autonomia pessoal nas atividades diárias, melhorar o estado de saúde e a qualidade de vida do paciente e dos familiares ou cuidadores. (BOTTINO et al., 2002). 

          Desta forma abordagem não farmacológica como a estimulação cognitiva com o idoso incluem: a terapia de orientação à realidade, através do uso de calendários, jornais, vídeos, fotografias de familiares; reminiscência, em que se utilizam experiências passadas vivenciadas pelos idosos; uso de apoios externos, que envolve o treino e a utilização de instrumentos; aprendizagem sem erros que consiste em levar o idoso a aprender novas informações sem cometer erros, o que auxilia na execução das tarefas diárias do idoso entre outras . (CAIXETA e col., 2012).

Não há uma terapia definitiva que possa curar ou reverter a destruição do funcionamento cognitivo causada pela DA. O tratamento farmacológico atual consiste na prescrição de anticolinesterásicos (rivastigmina, donepezil e galantamina) e de antiglutamatérgico (memantina), tanto para perda cognitiva, quanto para distúrbios de comportamento.

O tratamento do paciente com Alzheimer é através do trabalho em conjunto de alguns profissionais ligados à área da saúde, o que torna indispensável, o tratamento do médico neurologista ou psiquiátrico para indicar os medicamentos e acompanhar o quadro clínico, sendo essencial também o fonoaudiólogo para trabalhar a linguagem e assim ajudar o paciente à não perder sua comunicação com o mundo; o psicólogo para amparar emocionalmente não só o paciente mas também a família, e com o trabalho psicomotricista, proporcionará atividades prazerosas que através da estimulação das estruturas cognitivas ira reabilitar o sujeito em sua relação com o mundo, visando um amplo desenvolvimento social e emocional.

Portanto, vale ressaltar que apesar da contribuição da Psicologia não bastar, suas intervenções são valiosas ao tratamento da Doença de Alzheimer, pois antes de iniciar qualquer programa de reabilitação cognitiva, se realiza através de outros históricos especializados, a definição do perfil cognitivo de cada paciente, delineando seus déficits e aspectos da cognição preservados, fazendo uma adequação do treinamento proposto ao nível intelectual e cultural do paciente, tendo em mente que não há cura, mas sim promover alivio dos déficits cognitivos e alterações comportamentais, assim, intervir, visando estimular ou manter as capacidades mentais, fortalecer as relações sociais, dar segurança e aumentar a autonomia do paciente, estimular a identidade e autoestima, minimizar o stress e evitar reações psicológicas anormais, melhorar o estado de saúde e a qualidade de vida do paciente e dos familiares ou cuidadores, contudo, sugere-se às pessoas envolvidas, às questões profissionais, quanto familiar, lembrar e buscar tratamento. (GLISKY EL, SCHACTER 1986, p. 54-63)


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